SOLIDÃO: O QUE SERIA ISSO?

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O destino me pregou um golpe e fiquei só.

Imagino que existam pessoas que escolhem a solidão; devem ser poucas.

Desde o Golpe pelejo com ela buscando entendê-la: acho que ainda estou longe disso.

É claro que dói, é claro que é ruim, que é uma bofetada para quem viveu grudado com a mulher quase trinta anos.

Mas é só isso? Só ruim?

Com certeza não.

Estar comigo, só, tem uma grande vantagem: a ausência de discordância.

De fato, concordo comigo em tudo: política, futebol, filosofia de vida, ideologia, música. Mesmo quando estou em dúvida, convencer-me é um exercício agradável e estimulante.

Por outro lado, ter que conviver que a opinião e gostos alheios, mesmo  dos filhos, enteados, amigos, irmãos e demais pessoas de quem se gosta, é um exercício penoso, as vezes muito penoso.

Inútil também tentar convencer o outro da sua verdade porque ninguém muda de opinião.

Fico imaginando que uma parte significativa das pessoas que estão acompanhadas de marido, mulher, filhos, companheiro (a) são infelizes porque não gostam ou as vezes odeiam a companhia e não conseguem, ou não querem, ou não podem, as vezes nem pensam, se dissociar.

Chegarei, um dia a gostar de estar só? Nesta idade não seria o mais sensato?

Ou estou apenas querendo me enganar?

SOLIDÃO: O QUE SERIA ISSO?

Um comentário sobre “SOLIDÃO: O QUE SERIA ISSO?

  1. Odete Santelle disse:

    Muito bom, retrato do lado bom de estar só! Porém, como nem tudo é perfeito, de vez em quando é bom ter alguém junto, nem que seja para discordar…

    Enviado do meu iPhone

    >

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