O FIM

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Hoje, quando escrevo isso, é dia 9 de março de 2016 e quero fechar a porta da alma que abri com estes escritos.

Tua morte foi um horror, como pode fazer aniversário?

Mas faz, o que fazer?

Não consigo deixar de pensar que o destino foi injusto comigo: se acreditasse em Deus teria carradas de razão para insultá-lo valendo-me dos piores adjetivos aprendidos em estádios de futebol e com péssimas companhias.

Ando cansado de ver-me todo dia no espelho e de ver-te apenas iconizada na tela do computador.

Joguei fora, bem acondicionada num horrível saco preto de lixo, a alegria de viver, que foi recolhida pelo caminhão e jogada em algum canto desta cidade inóspita.

Você sempre me dizia que um vidente havia dito que morreríamos os dois velhinhos e juntos e eu sempre acreditei…

Como acho que em algum lugar ainda estás vou tentar conversar contigo e te pedir uma coisa apenas: me deixe ser completamente feliz, nem que seja um dia, mesmo algum momento do dia, só para experimentar o gostinho.

Encerro aqui este blog por enquanto.

Ele completou, como eu, um ano de luto pela morte de minha amada Ana e me ajudou muito

Quem sabe consigo publicar isso ou retorno com novos textos.

Um abraço forte a todos que me seguiram

Fernando

O FIM

3 comentários sobre “O FIM

  1. Odete Santelle disse:

    Oi prof, gostei de cada texto, gostei de ver que o amor existe de Forma tão verdadeira. Sei que a Ana se sentiria triste e feliz ao mesmo tempo se ela pudesse ler seus depoimentos. Triste por que partiu muito cedo e não ficou velhinha ao lado da família tão amada feliz , sei lá se isso é possivel, porque sentiri seu carinhoso em cada frase que foi escrita nesse blog. Siga buscando a Luz no fim do tunel, ele está chegando ao fim. Como eu credo em Deus, peço para Ele uma bénção especial para você. Abraço!

    Enviado do meu iPhone

    >

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  2. Lidia disse:

    Fernando, você já pensou na hipótese de não encerrar o blog? Afinal, como você confessa, escrever lhe faz bem. E os seus seguidores extraem dos seus escritos lições de vida e de amor conjugal. Por que não prosseguir? Abraço

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