CONFESSIONÁRIO

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Nunca imaginei um notebook ou a internet como um confessionário!

Mas não é isso que venho fazendo com estes posts todo tempo?

Neste confessionário o padre que se esconde atrás das tranças de madeira sou eu mesmo e os amigos que gentilmente acedem os conteúdos das minhas confissões público-privadas (tributo aos novos tempos…).

Afinal confessar não é por palavras no lugar do inconsciente, do recalcado?

Ou rezar uma “Salve Rainha”

“Salve rainha, mãe de misericórdia, vida, doçura esperança nossa salve. A voz bradamos degredados filhos de Eva, a voz suspiramos gemendo e chorando neste vale de lágrimas..”

Seríamos eu e todos nós degradados filhos de Eva?

Seria este mundo um vale de lágrimas?

Confesso aqui que prefiro o terreiro da Umbanda, lá não me sinto um degredado e nem vejo a vida como um vale de lágrimas.

O cristianismo é trágico a Umbanda ecológica, politeísta, não dicotômica e Jesus Cristo apenas Oxalá.

Pequei porém, considerando qualquer crença, e foi de amor por uma mulher e minha pena é sobreviver à sua morte.

Seria tão mais fácil rezar um milhão de Padres Nossos ou Salve Rainhas…

CONFESSIONÁRIO

2 comentários sobre “CONFESSIONÁRIO

  1. Odete Santelle disse:

    Que lindo! Esse confessionário é só para os fortes, os fracos não tem coragem de se expor com tanta sinceridade. A propósito das salves rainha, amei lembrar meus tempos de infância quando ia me confessar… Que pecado teria uma menina de 10 anos? Mas era para poder receber a hóstia depois… “Mãe de misericórdia” ….

    Enviado do meu iPhone

    >

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  2. Lidia disse:

    Fernando,
    Concordo com você. As religiões monoteístas são patriarcais, baseadas na dominação e no medo. Todos sabemos o que fez a Igreja Católica, durante séculos de dogmatismo para exercer o poder, por intermédio da noção de pecado, da contenção da sexualidade e do prazer. A inquisição e as cruzadas foram consequências dessa visão repressora. O lema era penar na vida em troca de uma pretensa felicidade após a morte. O único deus verdadeiro era o cristão.
    Já, a umbanda, com várias divindades, cultiva a natureza e os impulsos vitais, não encarando o homem como “expulso do Paraíso”, ou “condenado ao trabalho” (obter o pão com o suor do rosto), pelo fato de ter comido o fruto da árvore do conhecimento.
    Quanto ao amor, que você associa ao pecado, lembro que, na mitologia grega, Cronos – Tempo–, que tudo destrói não conheceu Eros…. Isso talvez signifique, metaforicamente, que o amor vence a efemeridade da vida. Ou seja, amamos apesar da morte do ser amado. Que pecado pode ser haver em consequência disso?

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