A PRAIA

a_praia

Decidi passar para 2016, depois deste maldito ano, na nossa casa na praia de Boraceia, São Sebastião.

Curioso, o que me entristeceu naquele 31, deveras, não foi a casa mas a praia, por que seria?

Acho que a casa é cultura e a praia natureza mas isso não passa de uma explicação.

Você amava esta praia, andar nesta areia dura e foi impossível não chorar de dor ao percorrê-la sozinho.

Quanta coisa ficou marcada nesta areia, marcas de nossos passos, das coisas que falamos, por tantos anos, das quais só a areia e eu somos testemunhas!

A morte é odiosa e também a memória.

Tudo o que via, naquele momento, era bruma sem você, via as coisas não com os olhos mas com as lembranças, já que as coisas perderam a sua concretude e eram, naquele momento, nada mais que pensamentos.

Pensei: porque você não é um pedaço de areia!

Queria ser índio para pensar assim: para eles homem e natureza são feitos da mesma coisa.

A PRAIA

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s