A BIKE E A BANCA

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Depois de alguns meses de recolhimento em que a depressão buscou me acolher em seus braços (e conseguiu por um tempo) comecei a voltar ao mundo e descobri isso por meio de dois sinais: comecei a andar de bike novamente e presidi uma banca de doutorado, a da Regina, na Faculdade de Saúde Pública.

É difícil passar para os outros a importância de eventos aparentemente pequenos.  São coisas muito subjetivas, pessoais mas as senti importantes, naquele momento, porque foram sinais da passagem de um estado psíquico para outro.

A bike foi um gozo solitário mas não a banca. Ninguém me viu andando de bicicleta mas muitas pessoas me viram na faculdade e na banca e como sabemos quea mulher de César não basta ser honesta, deve parecer honesta senti prazer, surpresa e alegria na presença das pessoas me vendo, como a mulher de Cesar, parecer em bom estado.

A vida é feita também de pequenos bons momentos que, como estes, não são apenas pessoalmente significativos mas também vistos com simpatia pelo seu círculo de relações.

Os outros são, as vezes, muito necessários.

A BIKE E A BANCA

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