ESPICHANDO OS OLHOS PARA AS FIRMES NÁDEGAS DA MOÇA QUE PASSA (ENSAIO NA SEGUNDA PESSOA DO SINGULAR)

olhosnasnadegas

Isto posto podes pensar (é útil) que o absoluto não existe. Há sempre um …

“…oásis no incerto…”

(Fernando Pessoa, A Múmia).

Chegada a velhice, que cara terá a necessária serenidade não sei mas será sempre a tua serenidade. Mantendo a ideia na consciência acabaras por dar cada vez mais nitidez à imagem.

Apesar de não saberes bem o que é deves saber que tem a ver com nada ser criado. Assim, se a morte vier ela não te pegará com as calças na mão.

Porque se não tentaste mudar o mundo ao longo da vida, se não   criaste alguma coisa nova, se foste só natureza sem um pouco que fosse de criação de cultura, tua vida não valeu a pena.

Daí, a velhice é condenação: mostrará para ti a face dela de coisa feia, triste, melancólica, degradante.

A cara (ou coroa) da velhice que caiu para ti quando a moedinha foi jogada para o alto não é produto do acaso.

Sem retaguarda e sem bagagem a tal da velhice ativa ou saudável é puro marketing:  idosos idiotas jogando baralho, fazendo ginástica, tirando fotografia da Torre Eifel ou espichando os olhos para as firmes nádegas da moça que passa.

ESPICHANDO OS OLHOS PARA AS FIRMES NÁDEGAS DA MOÇA QUE PASSA (ENSAIO NA SEGUNDA PESSOA DO SINGULAR)

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